terça-feira, 20 de setembro de 2016

20 segundos de uma loucura insana- Parte 1



Às vezes, tudo o que esperamos é algo aconteça nas nossas vidas, nos leve para lugares diferente, aconteçam coisas diferentes, fiquemos diferentes e que as pessoas nos vejam diferentes. Que miraculosamente tudo mude de cor, nós tenhamos nosso valor reconhecido, a promoção, isso, aquilo, blá, blá, blá. Quantas vezes por dia não colocamos a culpa de nossas inseguranças, tristezas e instabilidades nas mãos de outras pessoas? É muito mais fácil culpar outra pessoa do que se reconhecer responsável da própria vida, não é?

"Ah, mais eu preciso que a outra pessoa faça aquilo para que eu..." Tá, sim, certas coisas não estão no seu controlo, como exemplo, se vai chover ou fazer sol, se o seu chefe vai estar de bom humor, se a Alemanha fez parte da guerra...mas você sempre pode ter o controle das suas atitudes e seu modo de ver as coisas diante disso. Sempre. Você que decide,entende? Tudo ao seu redor no fim é você que decide. 

Então, se você se deixou levar pelo humor do seu chefe, ligou para aquele comentário maldoso sobre sua aparência (porque sabemos que algumas pessoas não são lá muito boas), deixou que a chuva fizesse do seu dia ruim, foi decisão sua. 

Entender esse conceito é algo bastante difícil no início. Acaba envolvendo o ego e toda essa nossa tendência orgulhosa. Você se sente invadido, ferido, etc. A questão é: e se você trabalhar em você para não se sentir assim? Se você trabalhar suas concepções (e não só finja fazer isso) para que a atitude dos outros seja apenas como...sei lá...uma folha caída no chão? Algo sem importância, que você escolhe pegar se quiser. E se começarmos a reparar que o grande fator que influência nossa vida é nós mesmos? Nós escolhemos ficar de mau humor, tristes, com raiva. Claro que temos uma série de fatores que acabam fazendo com que alguns de nós sejam pré-dispostos a isso, e cada um tem um nível de dificuldade maior de fazer isso. E claro também que algumas situações envolvendo isso são mil vezes mais complicadas, mas estamos falando de atitudes simples do dia a dia agora. Estamos falando de você se responsabilizar da sua própria vida. 

Como? Parando de achar que o que é vida é o que está fora de você. Que você na verdade não tem o controle de quem você é, ou das suas emoções, do seu emprego, do seu dia. Sim, em alto grau, você tem. Você escolhe cada pequena mudança em si mesmo, mesmo que de maneira inconsciente, você decidi ter medo de se aventurar foras dos limites que você conhece, você decide se deixa ou não a opinião dos outros e as inseguras deles afetarem sua vida, você escolhe como reagir. Você, você, você!!

Não vejamos isso como algo ruim, muito pelo contrário. O que antes dizia que nós tínhamos que ir com a maré e esperar que a vida nos desse algo hoje diz que nós podemos nos dar algo sem precisar de mais nada. É como levar um tapa e perceber que você sempre teve independência bem de frente pra sua cara. É só assumirmos a responsabilidade. Assumindo que apenas nós temos a maior influência em nossas escolhas e meios de vida, fica mais fácil fazer qualquer coisa. Nós decidimos como reagimos a isso, lembre-se. E isso é em todos os lados e consequências de suas escolhas. Se você bater em alguém, você escolheu fazer aquilo, e terá consequências, e você escolherá como lidar com elas, se você largar o emprego, terá consequências, e você escolherá como lidar com elas. 

Esses dois exemplos sem bem distintos, mas tem a mesma base. As pessoas tendem a olhar como se "consequência" fosse algo negativo. Não. Consequência é apenas consequência. Não significa que largar seu emprego que você odeia vai arruinar ainda mais sua vida. Isso terá consequências, e você poderá inovar e decidir o que faz com a sua vida agora. Você vai a procura de outro? Vai ter que se apertar mais um pouquinho? Quer viajar? Cantar no metrô? Fazer algo de canto?...Isso é em todas as situações da nossa vida. 

Se pararmos de achar tanto ou mentir tanto para nós mesmos que a nossa vida é o conjunto de escolhas de outra pessoa e não temos em nada o controle dela, vamos apenas nos perder aos poucos e ser uma dessas pessoas que acordam e ficam até a noite no automático, com um cônjuge automático, filhos automáticos em um trabalho automático. Em um estado que até deixemos de ter emoções; automático. 

Aí vem uma proposta... 

 

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